sábado, novembro 11, 2006

GHOST BUT NOT BUSTER

Encontrei um andante de sapatos vermelhos num autocarro.
Invisivel, meio fantasma, incógnito e despreocupado, tal como todos os outros passageiros, de tal rotineira que a viagem provavelmente já se tornou.
São fantasmas que não atormentam ninguém e que ninguém caça... porque os nossos são bem mais dificeis de caçar e nos inquietam muito mais.

CORTE RADICAL

Barba ou cabelo?
Aprovado com distinção!
Há lojas assim na baixa, a transpirar a quietude do tempo que passou pelas paredes, sofás e productos que utilizam. Desde o restaurador olex, ao sabão para a barba de bisnaga.
Espaços em que o artesão puxa das credenciais e se exibe com maestria na arte do corte de cabelo, tal como se um chef de cozinha de tratasse.
E regressar a estes espaços, poder ainda ter o bónus de comprar um bilhete de lotaria (não, não se registam Euromilhões), engraxar os sapatos ou saber as últimas dos vizinhos da rua é a verdadeira descoberta da máquina do tempo. Poder ainda ouvir algumas notas soltas de um rádio cujas emissões perdidas no éter julgamos já nem existir dada a proliferação de Cds, Mp3, Ipods e quejandos.

Barbearia Garrett - Rua Ramalho Ortigão

sexta-feira, novembro 10, 2006

LE CHIEN d'ALMADA

Há ruas tradicionais que hoje se transformam. A rua do Almada, uma das mais activas em termos de comércio especializado está hoje a perder o característico tom duplo do dourado ou prateado dos metais e a ganhar casas com outras cores.
Mas o cão assiste a tudo, com o seu cachimbo, como se de um índio se tratasse, fumando o seu cachimbo da paz, elemento conciliador e vaporizador de tantas culturas que por ali se cruzam.
Os estudantes de arquitectura que se orientam para dar um novo respirar a esta artéria em modo de coma consciente, uma das primeiras ruas concebidas de um arrojo quase urbanista na cidade do Porto; as pessoas que buscam nas lojas novas a novidade do retro ou a novidade total e os comerciantes ilustradores da Rua do Almada, conhecedores de todo o tipo de parafusos, ferramentas, perfis, tamanhos ou materiais metálicos.
Mas o cão que fuma continua ali..sempre na moda, sempre cosmopolita e alternativo no menu que apresenta apesar deste não ser renovado há já uns tempos. E num espaço simpático, onde podemos ser contemplados com doses fartas de fotografias tiradas nas faldas do Marão ou nos labirintos de Paris por Pinheiro da Rocha, viajante e fotógrafo autodidacta. Um marco no tempo desta rua que se mantém indiferente a modas ou correntes, aliás é possível cuscar várias discussões quase que tertúlias que por ali passam enquanto se dá ao garfo o prazer de desmanchar tão cuidada apresentação dos pratos.
Mas o Chien tem outro carisma, e deve ser o de tantas outras crianças que por aquela rua passavam e ficavam a magicar… se este cão fuma, porque o do vizinho não?
Hoje a forma de magicar é a mesma, mas abrange alcateias de pessoas robot que se vão passando pela cidade sem notar que há paredes que contam histórias ou certos rebanhos que se debruçam sobre o simples crescer das ervas nos telhados.
Rua do Almada - Porto - Chien qui Fume / Cão que fuma

quarta-feira, novembro 08, 2006

POR AQUELE ARCO


Na solidez dos pilares ouve-se o flutuar das luzes. Ao longe, dispersas por curvas de rio, todas aquelas linhas luminosas que nos fazem pensar na electricidade que calcamos e geramos quando podemos comentar e deliciar alguém com sobremesas feitas de cenários assim.
reparar na luz mais pequena, naquela que brilha mais, naquela que se paga, na que pisca... são pequenos pormenores para um degusto de uma paisagem. Quem não se lembra de ser pequeno e estar na paragem de autocarro a jogar ás matrículas?
Joguemos jogos assim com luzes, cores, enquanto sentados em muros atravessados por trânsito robótico e sequenciado, caracteristico dos dias de hoje.

segunda-feira, novembro 06, 2006

ESSE TIMBRE PARDACENTO...


O nosso Porto está assim ... doente. Como cantou o Rui Veloso no passado fim de semana no Coliseu.

«Ver-te assim abandonado
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vezem cada regresso a casa
rever-te nessa altivezde milhafre ferido na asa"

Cidade altiva, invicta magoada e ferida do abandono em que a deixamos. Dos brilhos dos monumentos cuidados que nos preenchem a vista, e da amnésia em que deixamos caír a essência de ser portuense. Essa bela rotina de tomar um cimbalino, correr de requitó para o autocarro. Comer um prego, beber um fino... Regressemos á cidade, ela está ali para nos abraçar. Olhemos para ela. Vistamos a pele de Hugh Grant em Notting Hill com alguma Julia Roberts desejosa de ser estrangeira na sua propria cidade.... Vale a pena o desafio! Eu tentei... e adorei!

NOTICIAS

Já não há jornais instituídos no Porto. O velho Comercio do Porto é agora apenas um arquivo de memórias, e o Primeiro de Janeiro já não respira com a força do granito portuense.
De ambos há a recordação dos grandes edificios, fábricas de noticias, empregadoras de economistas, jornalistas, tipógrafos... verdadeiras cidades, a que se assistia ao buscar as fotos nas intermináveis estantes metálicas, ás folhas amareladas em que se redigiam no piano da máquina de escrever histórias dignas de policiais ex. Caso D.Branca), sem as modernices de escutas telefónicas ou computadores apreendidos. As salas dos fotógrafos, em que tudo passava por ali e se aguardava por haver ou nao foto daquele acontecimento.
Depois veio o telex, um dos maiores investimentos feitos em Portugal e cujas salas foram deixadas no vazio com meia duzia de fax.
Como eram fábricas de sons esses edificios, o apitar dos telexes, os mundos sem fins de fita, os reitais de máquinas de escrever... o tocar dos telefones, as cigarradas devoradas, e os jantares que tornavam contornos de tertúlia já num porto fora de horas.
Hoje... está tudo á distância de um clique, fotos, textos, informação... nao a procuramos, ela chega por vezes a procurar-nos.
E as instituições fecharam, os jornais estão prontos á hora de jantar... já não há jornalistas nos bares e nos restaurantes abertos ate fora de horas....
Mas mesmo assim... ainda há quem olhe para as noticias que se mostram pela rua, noticias mudas, em capas cheias de cor e caras em vez das habituais parangonas cantadas pelos ardinas que povoavam a cidade de sacos amarelos ao ombro. Como era bom o Porto dos anos 80.... o tão bom que pode vir a ser o Porto do ano 2000 se todos não nos alhearmos desta memória colectiva.

domingo, novembro 05, 2006

POEMAS NO AR

Por entre ruas e calçadas, janelas espelhadas de varandas cheira a poemas no ar. Poemas iluminados por olhares e sorrisos que dão cor aos cenários. São poemas que eternizam momentos e locais, poemas que aliviam dores, imagens que aconchegam as nossas vidas. Quantos de nós não desejamos ver poemas assim... a pairar no nada, como se fossem mensagens para nós. O mundo é assim, feito de pequenos sinais, e que muitas vezes parecemos não lhes dar atenção. Ilustrem as fotos com poemas e com pessoas... e os novos dias serão certamente os melhores.

sexta-feira, novembro 03, 2006

SUDOKU ANALOGICO


Ainda há cafés resistentes do porto de outros tempos. O café Ceuta (rua de Ceuta) proporciona uma viagem no tempo a quem desce as escadas para os bilhares. São pessoas que o tempo se movimenta através delas em jogadas de dominó ou bilhar. Palavras que se acendem naquela jogada mais ousada, frenetismos de quem já leu e releu o jornal, também já não há jornais da cidade como dantes havia... Mas hoje há o sudoku e a PSP, e muitos são os que ainda resistem a uma saudável bilharada ou suecada. Preservem estes espaços, elas são o pouco que resta de vida da nossa cidade.

A VARIAR

Publicidade, para todos, para nos encher os olhos, de coisas que já não se compram no quotidiano.
O pão de ló de adoçar a boca, o deleite dos olhos das crianças do bazaar dos três vinténs (hoje Outlet da Zara), a dureza do aço e a elasticidade das borrachas. As bicicletas que já não têm pedal para nós, a garagem que já todos temos em casa.
São pequenos olhares por um comércio que tende a desaparecer, e que mesmo assim, continuam vanguardistas na forma de anunciar. Olhem o Porto com estes olhos, nos simples batentes das portas, nos azulejos, nas caixas do correio, dos contornos dos vidros das janelas. E adocem a boca, não se sintam sem paladar a saborear este Porto que vai rareando infelizmente.

quinta-feira, novembro 02, 2006

OLHAR O TEMPO

Não é facil olhar o tempo passar. Ver como tudo continua movimentado e frenético á nossa frente, e nós seguimos a cadência dos dias como um semáforo.... uns dias no vermelho, outros no verde, e aqueles dias que parecem não ter fim e nos deixam a lutar entre o bem e o mal - do amarelo do semáforo.
As luzes acendem, apagam, os carros aceleram travam viram, mas nós continuamos como se numa montra: estáticos e a ver o tempo passar.

RAIOS DE LUZ

Cada raio de luz indica um caminho, um destino. São pontos unidos, que nos fazem pensar em ligações, coincidências ou estrelas que cruzam o nosso caminho. São visões simples que podemos ter durante os minutos que desesperamos no trânsito... nao há nada como a luz que nos ilumina.

CORRENTE


Arrastamos os pés com a cadência do ar que nos passa pelo corpo. Suportamos vigas de ferro e entrelaçamos pensamentos, pairamos sobre a água, e com a força de quem consegue mover correntes. São os ingredientes do nosso mundo.

sexta-feira, outubro 27, 2006

POR UM FIO


Por um fio se pesca, e num fio se leva a vida.
De um fio se agarra o mar e tantas cordas esticamos, tantas cordas partimos e com tantas cordas deixamos partir. E tudo isto se transforma num novelo, que parece não se desenrolar, como as ondas sem fim. Com que fio agarramos o sol e o podemos pescar para não nos afogarmos no lado lunar.

CORREDORES

Do início conseguimos ver o dificil que vai ser atravessar um corredor, a caminhada, o espaço que nos envolve num misto de ruína e decadência... mas ao fundo, a luz focada de volume de ar para respirar parece dar forças para a travessia. São pontes sem rio, corredores sem luz que nos empatam para o vazio, para duas paredes que por outras duas se parecem multiplicar. Mas há uma entrada, e uma saída. De qual estaremos mais perto? Para qual queremos caminhar?
É este mundo rotativo de questões e observações que nos dilata a matemática da incerteza que existe.

quinta-feira, outubro 26, 2006

O MAR EM FRENTE


A cidade beija a espuma do mar, ao fim da tarde, acendem-se as luzes, diminui-se no ritmo da música... O mar fala-nos de nós, a cidade faz-nos ver quem somos nós. A espuma das memórias vem ao de cima e fica dispersa nos grãos de areia. Há momentos de reencontrarmos, não a cidade e a forma como ela olha o mar, mas por vezes quem seremos nós.
Porto - Foz - Praia do Homem do Leme

quarta-feira, outubro 25, 2006

LUZ APAGADA

Todos temos na vida luzes assim, como a da janela que se apaga e parece fugir ao padrão. Mas se se apaga simplesmente uma luz, e não é unica, e tudo á nossa volta continua iluminado e com cor... só nos resta abrir a janela e respirar as luzes e a cor que se transpira noutros lados.

Lisboa / Chiado - Largo Camões - Bienal Luzboa

TIMELESS

Há imagens assim, intemporais, que quando ollhadas através do tempo parecemos já ter perdido a memória. Sorrisos tímidos, expressões cheias de cor. O tempo passa, a nossa vida desloca-se, mas a nossa expressão continua a mesma.

NOTAS DE CONVERSA

Há a vontade de falar sobre papel, sobre o que fazemos dele e com ele... O que vamos riscando, escrevendo, traçando ou simplesmente rabiscando. São os nossos pequenos diários, os nossos vagos apontamentos, as nossas pequenas ideias e que não queremos que passem ao esquecimento. E fazemos por vezes que em torno delas se desenrole uma conversa, surja um movimento, ou apareça mais um copo na mesa para alargar o diálogo.

A BANDA

Há espaços como este, onde podemos ouvir música sem haver letra para a acompanhar. A letra das músicas é feita das conversas, das histórias que vagueiam pelas mesas. Letras feitas com os nossos pensamentos.
São assim as noites de Jazz na Esmae (ás terças feiras), na antiga Escola Normal quase no fim da rua da Alegria. Um espaço onde tropeçamos com as mais variadas notas de música e esbarramos nelas nas mais diferentes tonalidades.

Esmae / Porto - Rua da Alegria/Rampa da Escola Normal

terça-feira, outubro 24, 2006

TRÂNSITO

Assim passam as horas, as pessoas e os carros. Ficam os espaços, as recordações e as luzes de certos intantes, ou certos momentos.
Sentidos que nos proibem a percepção, sentidos proibidos de voltar a percorrer.
Tudo se movimenta nada pára... só a memória fica imóvel com o correr dos dias.
Largo Camões, Lisboa, Chiado, Bienal Luzboa

OCEANOS


Temos vontade de cruzar mares, que o sol faça reflectir os nossos espiritos na água que passa. A vontade de conhecer, de partir e sempre saber que o melhor de tudo vai ser chegar.
Ter o mar e o céu apenas como confidentes de um percurso; dois espaços quase infinitos e sempre em mutação.
Já que não podemos mudar o céu e a terra, soltemos amarras!

ONDAS


Uma montanha russa de olhares que se dispersa na doçura do algodão das nuvens.
São montes que escalamos, montes que descemos, montes que subimos, tudo isto faz parte da nossa natureza!
Serra de Montejunto

segunda-feira, outubro 23, 2006

ÂNGULOS

São pontos de vista, ângulos do nosso olhar que permanecem de ferro imóvel nas mais acesas discussões, nos mais variados cenários. Muita água corre sobre eles, muita paisagem há em volta, mas pouco movimento lhes permitimos por vezes.
São ângulos de ver, ângulos de olhar, ângulos de apreciar.
São composições que fazemos, dramatizações do nosso pensamento... assim são as FOTOPALAVRAS!
Ponte do Pinhão / Pinhão - Douro

PENAS

Não há que ter pena da 'pena' a nós julgada.
Não há que vestir um casaco de 'penas' para dias cinzentos e de chuva, há que olhar o horizonte e não dar 'penas' aos outros.
Apenas viver esses dias com a leveza de uma pena e ter a vontade de nos sentirmos como uma pluma.
Porto - Cais da Alfândega / Massarelos

sexta-feira, outubro 20, 2006


Há caminhos assim, feitos de trânsitos de palavras, construídos com rios de emoções, e fontes de pensamentos. Ladeados por canteiros de sentimentos, merecem uma visita nem que seja para admirar o vôo dos pássaros.

São os caminhos do romântico, em que o Porto é fértil. Caminhos que muitos pensamos haver apenas em Hollywood ou noutras películas.

Que todos encontrem recantos e caminhos como este para percorrer, não apenas neste fim de semana. Admirem-no, deleitem-se e ouçam o que eles têm para vos dizer.

quarta-feira, outubro 18, 2006

FLORES PARA?


Flores para a boneca… muitas flores… mas se lhe der flores a boneca passa-se.
A boneca não é minha, já foi… vou encarar a montra não com o intuito de comprar flores, mas de arranjar uma boneca.
Se houvesse boneca...
E vou voltar a conseguir dedicar flores, o tempo não se passa...vai-se passando!

NOVIDADES



Há quem pergunte por novidades… e a quem não saibamos responder.
Pavoneiam como que defronte de leões ávidos, são pavões como outros pavões quaisquer, cheios de cor, ofuscantes, viciantes e indiferentes.

E os leões ali… falam como água que lhes escorre da boca, mas sem garra, as desgarradas e as vontades de cuspir discussões ficaram para trás. Palavras ditas e águas passadas que ficam esquecidas como gotas em lagos.

Os papéis confundem-se, baralham-se no trânsito e no tempo que por eles passa.
Ao recordar a música de Jorge Palma, vale mesmo a pena perguntar: Quem és tu de novo?


Porto, Praça dos Leões, Clérigos

DESCONHECIDO


E o soldado desconhecido ali permanece, a guardar a nossa memória e a de todos, dos males que a humanidade sofreu visivelmente e provavelmente a muitos nos faz pensar de males invisíveis que a nossa sociedade padece e perece prolongadamente.
O soldado desconhecido continua de sentinela á mesma praça onde o general sem medo (Humberto Delgado) em 1958 proferiu palavras que mobilizaram multidões. Ali da varanda de um café simbólico (Café Luso) hoje estacado por uma estrutura metálica e derrubado no esquecimento.

Na mesma praça com o nome de um rei Italiano (Carlos Alberto de Sabóia, rei de Piemonte e Sardenha) que encontrou no Porto o refúgio do exílio e chegou a propor que todos os portuenses fossem igualmente considerados cidadãos da Sardenha.

Tantos carismas que se concentram nesta praça, um altar de mobilizações de estudantes em tempo de praxe.

E voltamos a olhar para o soldado desconhecido, ali sem cara, que se entregou por nós… Ainda há quem se entregue por nós?

O conhecido e o desconhecido ali num mesmo local… em reflexão.
Porto, Praça Carlos Alberto

SEMENTEIRA DE LUZES



Em tempo de folhas caidas, há luzes que se erguem no horizonte como a lembrar a árvore de natal. Montes serpenteados por luzes, com casas a enfeitar e estrelas aprumadas que parecem ter o aconchego que falta em certos instantes.

LOIRAS e GNR's


Há piadas de loiras e de GNR's... e de GNR's com ares de loira?
Alguém sabe alguma? Que conte aqui!!

PERCURSOS

Ha caminhos feitos de ruas e ruelas, que correm como a água das fontes, escalam castelos, feitos de leitos de luzes e casarios que dá gosto percorrer.
Com quem?
Quanto mais não seja com a máquina fotográfica para fazer inveja!

segunda-feira, outubro 16, 2006

TRIO


Certas composições permitem conjugar trios de outros tempos.
O rei 'esperançoso' (D.Pedro V), a igreja onde muitos depositamos fé e o castelo dos sonhos lá no alto.
Castelo de Vide / Portalegre.

UNITED COLORS

Há fins de tarde admiráveis como o do passado sábado.
Ocasos do sol que permitem a união de cores como a da foto.
Ocasos que nunca são deixados ao acaso para quem queira degustar e não desgostar!
Portalegre

ESPAÇOS - Tam. S

Há cantos assim por este portugal fora, onde o tempo parece não passar ao longo dos anos.
Castelo de Vide / Portalegre

OUTRO RUMO

A chuva faz-nos passar dos carretos.
O trânsito, a falta de cor...tudo fica mais cinzento.
Soltar âncora e ver tudo de forma diferente.

Uma foto assim só nos faz pedir ao Homem do Leme que nos leve de volta para os dias de sol em que se consiga fotografar minimamente e atirar borda fora o guarda chuva.
Foz / Porto





quarta-feira, outubro 11, 2006

BROWNIE

Com caixas estranhas como esta se começou a captar a memória das imagens no papel. Fotos um tanto ou quanto 'descontroladas' ou até mesmo resultados de improviso.
Impressões a preto e branco, mas capazes de transmitir a cor dos momentos por ela olhados.


Esta é uma KODAK BROWNIE C SIX20, pertenceu ao meu avô que a levou em muitas viagens, entre elas uma ida aos Jogos Olímpicos de Helsinquia em 1952.
Foi a primeira máquina fotográfica fácil de usar, barata de adquirir e de manutenção simples, assim ditou o dono da KODAK no caderno de encargos aquando da concepção da máquina. O modelo teve várias evoluções, desde a primitiva concebida em 1900 (feita a partir de uma caixa de cartãoe vendida ao preço de 1dólar) até 1980 em que a marca KODAK associou sempre BROWNIE aos seus modelos mais populares.
O exemplar em questão estima-se ter sido produzido em 1946, ainda funciona contendo igualmente o seu estojo pele original.



SPIRIT OF ECSTASY



Este é o espírito do êxtase. Sentir o vento pelo corpo, deixar correr a velocidade pelo rosto.



Para muitos, não passa do símbolo que os Rolls Royce usam desde 6 de Fevereiro de 1911. Foi concebido por Charles Sykes provavelmente inspirado em Eleanor Thornton. Inicialmente designado Espirito da velocidade (Speed Spirit), acabou por ser denominado Spirit of Ecstasy dada a imagem de Eleanor transmitir a sua satisfação suprema.
Até 1914 os símbolos foram banhados a prata, mas daí em diante passaram apenas a receber uma cobertura de níquel.

DIAS DE CONTRASTE


Os dias passam, uns atrás dos outros mas ... como que por magia horas depois se transformam em dias únicos.
À serenidade do local juntou-se a paz do branco e o calor da neve.


Foto tirada no final de Fevereiro de 2006, na Serra da Cabreira na nascente do Rio Ave, nas imediações de Vieira do Minho (Braga).

terça-feira, outubro 10, 2006

HORA DE DORMIR

Há noites em que adormecemos nos nossos igloos no meio de tantos outros. Confessamos o dia á almofada, abraçamos os lençóis e cruzamos os pensamentos no branco das paredes, como passatempos, como enigmas que queremos decifrar.
Quando o sono chega, tudo vai em excursão para os nossos sonhos.
Que um acordar traga de pequeno almoço a serenidade de um qualquer sonho, servido na simplicidade certa do mundo que todos os dias nos acolhe e recolhe, mas que complexamente nos faz por vezes naufragar incertamente.

Uma boa noite... e acima de tudo, um bom dia!

DUETO


O rapaz mistério e a diva enigmática poderiam bem ter-se conhecido e concretizado um dueto de sucesso.
Há vidros como o da montra que transparecem tudo, até o mais pequeno pormenor, mas não deixam tornar bilaterais as emoções...é esta a razão do destino? Ou simplesmente o sentido que ele toma?
Cruzamentos que acontecem em milésimas de segundo, hipoteses estudadas que não acontecem... se a terra gira num sentido, porque não nos é dada a equação da rotação de tudo nas nossas vidas?
E como alguém diria...
acreditar é monótono, mas duvidar será sempre
apaixonante.

A PRAIA


Há finais de tarde assim na praia.... dourados por sorrisos e em que conseguimos apenas pensar no brilho do sol. Mas há mais do que isso...o brilho do sorriso das pessoas a quem muitas vezes não associamos cor.

Mas no final mágico desse dia de praia descobrimos que algém tem o complemento da paleta de cores do por do sol, e é capaz de nos fazer escrever telepaticamente mensagens que enviamos para a lua, na certeza de que ela entregará os nossos postais e na dúvida de que serão afixados na alma de alguém.

UM BRINDE


Há dias em que a luz da lua nos faz aparecer novas estrelas para brindar, um pierce Brosnam estático ou uma 'nova' estrela para as imagens deste blog.
Afinal de contas, de que vale um bom cenário sem alguém que dê a cara para o partilhar?
PS: A personagem 'XPTO' trata-se de uma pessoa sem qualquer aparente ligação ao blog.

NEW STORY


Uma nova personagem está prestes a surgir... da fama para o anonimato deste blog.

Fica uma 'previsão' num tom ARTístico de uma pessoa muito POP.
Aguardam-se posts de novos bloggers adidos mais para o lado das palavras do que das fotos.

segunda-feira, outubro 09, 2006

Smile and Wave

Nao há nada como sorrir e ver as pessoas passar, é com insólitos intântaneos como este como vemos que tudo á nossa volta pode ser diferente. Que todos somos diferentes até na maneira de saír á noite.
O que terá pensado a caompanheira do macaco de peluche quando o levou a saír á noite para o bairro alto? Estaria a dizer mal e a invejar quem passa? Quem sabe ...

A espera


Nos locais remotos onde esperamos há sempre algo para nos entreter no tempo que passa e não passa...
Seja um cartaz, uma inscrição na parede, os carros que passam e não passam, ou um simples ecrã onde gostamos de dar a ver os nossos pensamentos.

Foto tirada nos arredores de Castanheira de Pêra.

domingo, outubro 08, 2006

Os livros, as letras e a inspiração


Há lugares admiráveis por este Porto fora como esta livraria, que vale a pena contemplar não apenas de fachada, como grandes obras que muita gem tem nas estantes, mas 'ler todo o seu interior, pejado de pérloas e preciosidades literárias e de uma arquitectura fascinante. Todo o redor da livraria foi pensado na paixão de ler, como se estivessemos numa casa de outros tempos.
Lugares que dão vontade de escrever sobre eles, que nos inspiram a escrever sobre eles e que ainda mais vontade nos dão de ler acerca deles. Foi assim que a encontrei á noite, com vontade de conversar com os livros que lá estavam guardados na montra... e que um destes dias me irão fazer regressar no horário de expediente para me inspirar para novos posts do blog.
Livraria Lello & Irmão na rua das Carmelitas mesmo a chegar aos Leões. (Porto)
Pode ler-se mais sobre esta livraria neste artigo publicado num blog vizinho: http://cidadesurpreendente.blogspot.com/2005/12/lello-irmo-uma-livraria-deslumbrante.html