Preciso de uma... as minhas andam meias apagadas. Paguei a conta da criatividade e o imposto da inspiração! Será que as ideias agora usam lâmpadas economizadoras?Come on baby light my....ideas!

Sempre tivemos no nosso horizonte o céu como limite das nossas aspirações. Sustivemos milhares de vezes a respiração no esforço de nos encontrarmos, aqui ali e em qualquer lugar.
Vínhamos depressa, com a força da inércia de um comboio... e entretanto parecíamos estar na mesma linha, com a mesma segurança de quem não muda de faixa, e todas as músicas dos CDs que ouvíamos encarrilavam nas travessuras das nossas vidas.
Espreito-te do meu céu, deixo pegadas nas nuvens como quem saltita entre os riscos de uma passadeira que era vermelha de paixão.
O tempo escorrega entre os ponteiros do relógio. E estamos rodeados de luzes, trânsito e um frenético oscilar de cores e luzes a piscar.
São feitos assim os jardins dos apaixonados, de pequenos sinais, mudos e camuflados, de paixões plantadas em terrenos férteis em sentimentos floridos.
Já alguma vez pensamos no decisivo que pode ser um segundo na nossa vida?

Varreu-se tudo, o amor, a tua cara, a tua presença, o teu sorriso e o brilho dos teus olhos. Sim... as letras escritas no meu coração enterraram-se na areia... e veio o mar do novo ano e varreu tudo. O teu nome... mas brevemente virá um outro nome para escrever, com o mesmo verbo.
A espera de alguem que já não chega, de alguém que já não vem.
Gostava de ter essa sabedoria de rasgares as ondas, brincares com as correntes e respirares a espuma que o mar traz.
Pensamos que o inverno não nos pode trazer o calor destas cores...
Não, não estamos bebâdos, nem a alucinar. Há mesmo um anjo numa curva da marginal.
Dou por mim a tentar entender o que correu mal.... desfaço-me em lágrimas por cada foto que vejo, cada nota de música que se solta no ar que respiro e tudo aparenta tranformar-se em sofrimento.... Não me entendo .... e nestes momentos tudo o que nos rodeia reduz-se à ausência de significado do fútil, por mais que tente entender, colocando em jogo todas as hipóteses, conclusões e atitudes não me consigo entender e nem mesmo sei por que estou a escrever isto.... Penso na minha vida e em todo o significado que ela tem e a conclusão trás um rasto de desolação, consigo estar rodeado de pessoas que me sufocam e consigo ter tudo o que queria excepto a unica coisa que de facto foi mais valiosa que tudo isto
Faz-me subir alto, ver colinas e luzes suspensas pela paisagem, respirar fundo, leva-me alto. Eleva-me ao vôo dos pássaros e á altura de Deus. Eleva-me... eleva-me do fundo de onde as luzes parecem pequenos pontos verdes de esperança suspensa no ar. Eleva-me, delicia-me com o outro ar que se respira no cimo, e sacia-me com a paisagem que tens para me mostrar e que eu tenho para partilhar.
Lisboa - Baixa - Bienal Luzboa - Elevador de Santa Justa.
As nossas fotos ficam assim, imoveis no tempo, amontoadas na montra da nossa memória. Encaixilhadas com o contexto de sempre, e com o preço elevado de por vezes as termos gravadas e expostas no coração.
E aqui continuo com os meus posts... a despejar quase no éter os pensamentos que não se podem partilhar com alguém que queremos.
Certas travessias parecem longas, mesmo que estejamos de pés assentes nos carris... a outra margem parece não chegar e a água transborda-nos os nervos. Tudo poderia ser tão fácil, tudo poderia ser tão programado, mas temos de contar com a incerteza que nos deixa a pairar sobre o horizonte, e a desejarmos termos voos livres como o dos pássaros.
Encontrei um andante de sapatos vermelhos num autocarro.
Barba ou cabelo?
Há ruas tradicionais que hoje se transformam. A rua do Almada, uma das mais activas em termos de comércio especializado está hoje a perder o característico tom duplo do dourado ou prateado dos metais e a ganhar casas com outras cores.

«Ver-te assim abandonado
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vezem cada regresso a casa
rever-te nessa altivezde milhafre ferido na asa"Cidade altiva, invicta magoada e ferida do abandono em que a deixamos. Dos brilhos dos monumentos cuidados que nos preenchem a vista, e da amnésia em que deixamos caír a essência de ser portuense. Essa bela rotina de tomar um cimbalino, correr de requitó para o autocarro. Comer um prego, beber um fino... Regressemos á cidade, ela está ali para nos abraçar. Olhemos para ela. Vistamos a pele de Hugh Grant em Notting Hill com alguma Julia Roberts desejosa de ser estrangeira na sua propria cidade.... Vale a pena o desafio! Eu tentei... e adorei!
Já não há jornais instituídos no Porto. O velho Comercio do Porto é agora apenas um arquivo de memórias, e o Primeiro de Janeiro já não respira com a força do granito portuense.
Por entre ruas e calçadas, janelas espelhadas de varandas cheira a poemas no ar. Poemas iluminados por olhares e sorrisos que dão cor aos cenários. São poemas que eternizam momentos e locais, poemas que aliviam dores, imagens que aconchegam as nossas vidas. Quantos de nós não desejamos ver poemas assim... a pairar no nada, como se fossem mensagens para nós. O mundo é assim, feito de pequenos sinais, e que muitas vezes parecemos não lhes dar atenção. Ilustrem as fotos com poemas e com pessoas... e os novos dias serão certamente os melhores.
Publicidade, para todos, para nos encher os olhos, de coisas que já não se compram no quotidiano.
Não é facil olhar o tempo passar. Ver como tudo continua movimentado e frenético á nossa frente, e nós seguimos a cadência dos dias como um semáforo.... uns dias no vermelho, outros no verde, e aqueles dias que parecem não ter fim e nos deixam a lutar entre o bem e o mal - do amarelo do semáforo.
Do início conseguimos ver o dificil que vai ser atravessar um corredor, a caminhada, o espaço que nos envolve num misto de ruína e decadência... mas ao fundo, a luz focada de volume de ar para respirar parece dar forças para a travessia. São pontes sem rio, corredores sem luz que nos empatam para o vazio, para duas paredes que por outras duas se parecem multiplicar. Mas há uma entrada, e uma saída. De qual estaremos mais perto? Para qual queremos caminhar?
Todos temos na vida luzes assim, como a da janela que se apaga e parece fugir ao padrão. Mas se se apaga simplesmente uma luz, e não é unica, e tudo á nossa volta continua iluminado e com cor... só nos resta abrir a janela e respirar as luzes e a cor que se transpira noutros lados.
Há a vontade de falar sobre papel, sobre o que fazemos dele e com ele... O que vamos riscando, escrevendo, traçando ou simplesmente rabiscando. São os nossos pequenos diários, os nossos vagos apontamentos, as nossas pequenas ideias e que não queremos que passem ao esquecimento. E fazemos por vezes que em torno delas se desenrole uma conversa, surja um movimento, ou apareça mais um copo na mesa para alargar o diálogo.
Há espaços como este, onde podemos ouvir música sem haver letra para a acompanhar. A letra das músicas é feita das conversas, das histórias que vagueiam pelas mesas. Letras feitas com os nossos pensamentos.
Assim passam as horas, as pessoas e os carros. Ficam os espaços, as recordações e as luzes de certos intantes, ou certos momentos. 





Com caixas estranhas como esta se começou a captar a memória das imagens no papel. Fotos um tanto ou quanto 'descontroladas' ou até mesmo resultados de improviso.


Há noites em que adormecemos nos nossos igloos no meio de tantos outros. Confessamos o dia á almofada, abraçamos os lençóis e cruzamos os pensamentos no branco das paredes, como passatempos, como enigmas que queremos decifrar.



Nao há nada como sorrir e ver as pessoas passar, é com insólitos intântaneos como este como vemos que tudo á nossa volta pode ser diferente. Que todos somos diferentes até na maneira de saír á noite.

Há caminhos que percorremos, nem sempre sabemos onde pisamos. Como as primeiras pisadas do homem na lua, sugiro redescobrirmos duas formas: a calçada portuguesa que aparenta vir a ser extinta por arquitectos ditos de renome, e o caminho de ferro 'abatido' por governos descarrilados.
Há terras com nomes assim num portugal esquecido de muitos e lembrado apenas de recordações de infância. Há quanto tempo não descobres o nome de uma rua? De uma aldeia com um nome caricato? Há quanto tempo não percorres a antiga Nacional 1? Ou para os mais aventureiros um percurso pela nossa Road66, a Nacional 2, que atravessa o país de Chaves a Faro, sempre pelo interior. Ainda há quem diga que para uma aventura é preciso ir para um país remoto? Nós tê-mo-lo cá, no nosso país.
Fica no cimo de um penedo, numa das mais belas estradas de Portugal.
São socalcos decantados a um rio que nos evoca para o romantismo das paisagens com cunho de obra prima trabalhada pela humanidade, o arco surgido da íris do engº Edgar Cardoso como cenário, o rio que doura as fotografias e a marginal que desejamos sempre percorrer electrizados que nos hão de levar a uma foz de paixão. Há dias em que do nosso castelo tudo passa ao lado como um rio, subimos mais altos na torre e queremos levantar voo. O voo dos sonhos...
...E erguemos pontes suspensas sobre o rio do tempo que passa, como se do outro lado estivesse alguém de braços abertos para nos receber.
Fica num canto escondido de lisboa, numa das costas do castelo, com uma mini esplanada de inspiração sul italiana e de miragem puramente alfacinha. Com varandas lisboetas debruçadas sobre ele o Costa do Castelo é um bom local a qualquer hora do dia, no Costa do Castelo o tempo parou ali, para a sua alma gémea ser de inspiração mais futurista segundo uma linha minimal onde nos podemos sentar á mesa.
Há quartos com vista para telhados com telhas de mar, e em sonhos fazem pontes para a outra margem...
..outros com vista para arvores e de barco também lhes podemos acertar nos vidros...
Uns contemplam o palácio dos reis e das princesas lá em cima...
Outros cortaram o mar ás fatias e vêm diáriamente os vizinhos.


