Terça-feira, Junho 17, 2008

Ideia Luminosa

Preciso de uma... as minhas andam meias apagadas. Paguei a conta da criatividade e o imposto da inspiração! Será que as ideias agora usam lâmpadas economizadoras?
Come on baby light my....ideas!

PARA TRÀS...

Para trás do sol posto regressamos nós, não é por adormecer a ouvir o mar... Mas um dia leva-me de volta a acordar no oceano do mundo novo... assim com o frio lá fora, mas com o coração quente de esperança.

DO NOT...

Orientem-me! Não me deixem errado!

Quarta-feira, Fevereiro 06, 2008

Caixinha da felicidade



Hoje, temos o dom de escolher o nosso animo, em qualquer lado que estejamos. Recuperar memorias esquecidas e que ficaram gravadas para sempre naquela melodia. Voltar atrás, parar no tempo, ou provavelmente ouvir coisas novas e que tenham o dom terapêutico que a música sempre teve e que quase nunca lhe associamos.
Sao divertimentos que trazemos, bocadinhos de droga que cabem no bolso, quadradinhos de chocolate que tantas vezes podemos dar a partilhar com alguem, ou até mesmo sermos invadidos por pretextos musicados para beijar alguém que realmente queremos.
IPOD.... e PODemos sempre sonhar que o nosso mundo realmente está a ganhar mais cor e alegria, pintadas a tinta de notas musicais.

Terça-feira, Janeiro 29, 2008

DREAM AS A TRUE

Sempre tivemos no nosso horizonte o céu como limite das nossas aspirações. Sustivemos milhares de vezes a respiração no esforço de nos encontrarmos, aqui ali e em qualquer lugar.
Demos por nós abraçados na simplicidade do contemplar o mar, e adormecer junto a ele, com a benção do sol e a primazia da lua. Ocultamos os nossos medos com as ondas das almofadas e soltamos o extâse com a cumplicidade das ondas do mar. Podias ser sereia, rainha ou ainda princesa, mas simplesmente és tu... aquela estrela e aquela lua que estão dia a dia no meu pequeno maravilhoso mundo.
Obrigado!

Terça-feira, Janeiro 08, 2008

LINHA DO TEMPO

Vínhamos depressa, com a força da inércia de um comboio... e entretanto parecíamos estar na mesma linha, com a mesma segurança de quem não muda de faixa, e todas as músicas dos CDs que ouvíamos encarrilavam nas travessuras das nossas vidas.
Um dia... mudamos de linha, o tempo mudou, nas nossas vidas surgiram outras opções e outras responsabilidades. Não pudemos mais ser itinerantes, cumprindo outras tabelas que não as da racionalidade e adoptando outras bitolas para os nossos comportamentos.
E tudo mudou...tudo parou ali, num terminal de uma fase, tal e qual como se de uma viagem de comboio se tratasse, sem nuna esperarmos ouvir uma música batida: «Quem és tu, de novo?» (Jorge Palma)

Terça-feira, Outubro 23, 2007

Vote nos BOBs: Best of the Blogs

THE BOBs

Ao clickar aqui pode votar no Fotopalavras como o BEST OF THE BLOGS, concurso organizado pela agência informativa alemã Deutsche Welle.

Sexta-feira, Outubro 19, 2007

A ESTRELA DA LUZ


A estrela mágica apanhada entre a teia de uma ponte feita de uma arte que parece tricotar barras metálicas, entretanto servida pelo tabuleiro de outra mais austera.
Um flash quase reflectido pela corrente que nos leva ao sabor da rede dos pensamentos ao longo da corrente que nos electriza e acende as emoções.

Segunda-feira, Outubro 08, 2007

RELAX


RElax... Take it easyyyyyyyy....

Quinta-feira, Junho 28, 2007

ANDAR NO CEU

Espreito-te do meu céu, deixo pegadas nas nuvens como quem saltita entre os riscos de uma passadeira que era vermelha de paixão.
É o sonho antigo de dar asas á imaginação, numa máquina sem asas, pegar na tua mão e voar...assim penso em ti.
São agora as nuvens, o nosso livro aberto feito de desencontros, despenhado no destino...por elas passo, quando nelas estou nelas nos revejo.
Não há o sabor do risco da paixão, há apenas o ruido do vento que nos passa pelos dedos, como o tempo que nos passa pela cor do cabelo.
Abre o coração, vem voar... e seremos livres de novo.

Domingo, Junho 17, 2007

WAITING LINE

O tempo escorrega entre os ponteiros do relógio. E estamos rodeados de luzes, trânsito e um frenético oscilar de cores e luzes a piscar.
Estamos na faixa do perigo, seguimos o impulso do risco que nos atrai.
Esperamos a luz verde, num semáforo em que nunca saberemos quando o vermelho irá apagar, tentamos sair da risca preta da passadeira que nos orienta para o outro lado da rua pelo qual o tempo caminha ao ritmo da nossa vida, e não apenas ao pulsar lento que nos fizeram parar. Ao pulsar das memórias que nos levam e seguem para parte incerta e a nossa vida erram em deixar deserta.
E tudo o que passa nao traz o humanismo das emoções, apenas a frieza da história que ali terminou.

Quinta-feira, Junho 14, 2007

ABRAÇO


Deixa-me estender o teu abraço. Empurras nuvens e ergues horizontes ao construires os meus sonhos. E esta a pessoa com que todos sonhamos e tanto esperamos....em que perdemos as contas aos minutos que passamos na procura de alguem.

Quinta-feira, Maio 03, 2007

A ROSA NA VIDA

Na vida as rosas surgem, com o seu perfume, e com o seu espinho, deixam o chão cheio de pétalas caidas e cores desbotadas de dias feitos de folhas arrancadas ao calendário que passou.
Não resisti a deixar aqui imagens com movimento, de uma brilhante e rara interpretação de Thomas Dolby e Rachelle Garniez para um tema de Edith Piaff.
Espero que este som e esta letra torne os vossos dias floridos!

http://www.ted.com/talks/view/id/115

Terça-feira, Maio 01, 2007

MEMÓRIAS

Folheiam-se músicas, sentem-se imagens, e escutam-se as palavras que apenas o romantismo das flores nos fazem espirrar...e assim regressamos aos locais da nossa memória.

A JANELA DA PRINCESA


As princesas olhavam desta forma o mundo, do topo da montanha, do cimo da sua torre... longos horizontes se deslindavam nos seus sonhos feitos de montes e vales cobertos de um céu azul oceano...um oceano de fantasias que deram origens a outras tantas histórias fantasiosas que nos contaram quando éramos mais pequenos e continuam a fazer parte do nosso fascínio.

Segunda-feira, Abril 30, 2007

CORAÇÃO VERDe

São feitos assim os jardins dos apaixonados, de pequenos sinais, mudos e camuflados, de paixões plantadas em terrenos férteis em sentimentos floridos.
Há quanto tempo não passamos por um jardim a descobrir os seus recantos cheios de encantos? Como quando neles passávamos e descobríamos as flores e pedras encantadas tal como nos contos de gnomos e duendes que por ali supostamente brincavam.

Quarta-feira, Março 07, 2007

INSTANTES DECISIVOS

Já alguma vez pensamos no decisivo que pode ser um segundo na nossa vida?
Os reencontros que pode condicionar? Os rumos que a nossa vida pode mudar se nos atrasarmos a atravessar a rua? Se olharmos para o outro lado da rua?
Ainda alguém se atreve a dizer que não há coincidências?
Porque é que certos cruzamentos acontecem na nossa vida?
Quem os organiza? Quem nos empurra para os encontros?

Quinta-feira, Março 01, 2007

CHOOSE THE SHOES


Temos esta forma de pensar, que tudo nos serve, que nada nos cria empatia nos olhos. Que somos feitos de outra medida daquilo que realmente ambicionamos ser. E paramos assim as nossas vidas encravadas ainda antes de se começar a caminhar... que nos sirva de animação a cacofonia: CHOOSE THE SHOES! para matar o tempo e vamos seguindo a pensar o que afinal vamos calçar!

Segunda-feira, Fevereiro 19, 2007

14Fevereiro - Orgulho & Preconceito


Foi dia... foi jantar, foi uma noite a imaginar.
Porque não nos libertamos de preconceitos?
Porque não atiramos para a arte o orgulho, e somos pessoas com capacidades de compreensão num dia especial dos nossos dificeis amores, que por vezes classificamos como desamores?

100 POSTS

Apenas para celebrar a centena de posts.... cem posts, sem foto!
A todos vocês obrigado por lerem e relerem o blog.
Desculpem pela ausência provocada pelo tempo de exames e outros afazeres profissionais.
Mas o regresso está marcado, e em breve novas fotos serão exibidas, nesta espécie de galeria com legendas.
Um obrigado á exame informática (Fev07) pela critica (mais do que favorável) ao blog.

Quinta-feira, Janeiro 25, 2007

COMBOIO


Vamos por ai... olhar as margens desfocadas da nossa vida, numa velocidade em que apenas o motivo de interesse é mesmo a meta que atingimos e se tudo fazemos ou não para a conseguir.
Vamos depressa ou vamos devagar? Deixemos isso para quem nos conduz e centremo-nos em nós!

Terça-feira, Janeiro 23, 2007

REGRESSO AO INICIO DO MAR


O sol adormece mas algo acorda dentro de nós, o desejo da força das ondas, o desejo de estarmos sempre prontos a lidar com marés. A corrente da nossa alma, o vento do nosso espirito bafeja-nos com cores quentes em dias... que precisamos mesmo de sitios como estes que nos encham dos pés á cabeça com a vitalidade que só o mar sabe trazer.

Quarta-feira, Janeiro 10, 2007

BARCOS EM TERRA

Passam as marés, acalmam as correntes... e o rio espelha nele uma tranquilidade tremenda.
Mas os barcos continuam em terra como sinal de firmeza dos mares que hão de um dia navegar.

Terça-feira, Janeiro 09, 2007

NASCER DO SOL

Um novo dia no novo ano...uma nova forma de pensar, a mesma maneira de sentir.
E o sol, e aquela estrela que desejamos sempre ter na nossa imtimidade, sem o mistério da lua, mas com o seu calor próprio.

Sexta-feira, Dezembro 29, 2006

JÁ NÃO...

Varreu-se tudo, o amor, a tua cara, a tua presença, o teu sorriso e o brilho dos teus olhos. Sim... as letras escritas no meu coração enterraram-se na areia... e veio o mar do novo ano e varreu tudo. O teu nome... mas brevemente virá um outro nome para escrever, com o mesmo verbo.
Assim será, assim o desejamos, assim queremos que o novo ano seja uma enchente de felicidade, e se do passado apenas fica a historia, do futuro faz-se o presente.
Um bom ano!

Quarta-feira, Dezembro 27, 2006

REFLEXO DE UM SONHO


Este é o reflexo de um sonho, de um local de sonhos que podemos visitar e delirar.
Admirar a vista, os sons, as cores, e os cenários de tão fabuloso recanto.
Aqui tão perto e tão longe de tudo... é o mundo dos sonhos que encontramos num parque e numa casa.

SOL DO PARQUE

Adormece o sol, no meio das folhas caídas, olha-se o céu...retrata-se a imagem que nos enche o paladar da vista para um mais tarde a mostrar.
Aguarda-se a chegada das estrelas, e que alguma delas traga a realidade do desejo imaginado.

Sábado, Dezembro 23, 2006

Mais só que sozinho

A espera de alguem que já não chega, de alguém que já não vem.
Olhando á volta tudo é insignifcante como os grãos de areia, as palavras que foram ditas, ouvidas e sentidas apagam-se e reescrevem-se na areia...
Pára de olhar para mim...
Deixa-me ser alguém.... porque tão cedo não serás ninguém.
Não sei como cheguei aqui, fui sendo arrastado pelas ondas, estou mais só que sozinho.
Basta!
Deixa que me mostrem o caminho!

Sexta-feira, Dezembro 22, 2006

MAR DE SOL


Há um mar feito de raios de sal, banhados por cristais de sol.
Com ele temperamos os nossos sonhos e com ele nos saciamos quando as desilusões acontecem.

Quarta-feira, Dezembro 20, 2006

Fotos com palavras


Fixo a tua expressão, fixo o teu sentimento, imagino as palavras que fervem dentro de mim. E aqui está... um poema em tom de post it ilustrado que podia bem ter sido tornado um outdoor, para saberes que alguém sente.

Terça-feira, Dezembro 19, 2006

SABORES

Tudo está calmo, todas as vistas parecem estar cheias de sabor, adicionando-lhes a neblina um contraste misterioso e desinquietante. E movemo-nos nesse frenesim trémulo, como alguém que caminha na corda bamba no dia a dia revisitando os sitios que muitos parecem não dar valor.

SOL DE INVERNO


Olhas o sol séria... o sol foi dormir. Depois disto vem a noite, o frio e o inverno. E tudo ficou ali, quando o sol se deitou, so ficou meia duzia de candeeiros a mostrar a sua luz timida, os sitios fecharam... foi-se o verão e chegou o Outono, e depois o Inverno, sem ninguém ter conseguido varrer ainda as folhas caídas.

Quarta-feira, Dezembro 13, 2006

LOBO DO MAR

Gostava de ter essa sabedoria de rasgares as ondas, brincares com as correntes e respirares a espuma que o mar traz.
Esse teu ar bravo e corajoso que transpiras do teu interior... era só isso que gostava de aprender a sentir. E daí lidar com todos os ventos, ondas ou correntes. Ir contra marés... e tudo seria diferente. Tudo será diferente certamente.

Domingo, Dezembro 03, 2006

PESTANEJAR

Enquanto bocejas a cidade pestaneja para mais um sono iluminado. Seria bom encontrar a tua cara por aí, ou perto de mim... nem que ficasse toda a noite a guardar o teu sono.

Quarta-feira, Novembro 29, 2006

MIL CORES

Pensamos que o inverno não nos pode trazer o calor destas cores...
Certo é que o frio nos invade o corpo, mas os olhos da alma aquecem quando confrontados com paletas como esta.
E o trânsito passa por nós...todos regressam a casa, e ninguém rouba um pedacinho de céu para aperitivo. Certamente lhes saberia melhor que um bom Porto, é a cidade robot que temos aqui!

MENSAGEIRO DA MARGINAL

Não, não estamos bebâdos, nem a alucinar. Há mesmo um anjo numa curva da marginal.
E o anjo está ali, prestes a receber as mensagens com os desejos de tantas pessoas que lhe depositam aos pés velas que o iluminam de noite e de dia.
Chamaram-lhe mensageiro, e já que a sua posição é de destaque...porque não deixarmos um papelinho com uma mensagem?
Que todos os nossos desejos se realizem!

ONDAS OU NUVENS


A Terra é assim, um ponto de passagem, dos oceanos aos céus.
Há dias em que confundimos ondas com nuvens e nuvens com ondas.
Porque as ondas nos fazem sombra e as nuvens nos arrastam para dias menos coloridos.

Domingo, Novembro 26, 2006

PASSAGENS

Passam, correm, olham, sabem para onde vão... sabem o que os espera.
Não têm espaço para ler o que está escrito na parede, para perguntar o porquê de numa rua escura estar alguem a fotografar uma parede, ou até soltar um simples sorriso para a foto...é mais uma corrida, mais uma banal 'viagem' de rotina nesta cidade de que nos servimos apenas para algo que ainda não descobri bem o quê.

ENCHER

Somos como um rio, transbordamos, corremos cheios de pressa, e movimentamo-nos num turbilhão de pensamentos e ideias. Tudo ao nosso redor parece fixo e imóvel, só quem mexe com o nosso rio vibra, desloca-se, afecta-se.
Vamos a correr até ao mar, e encontremo-nos para um café na foz.

Quinta-feira, Novembro 23, 2006

CIRCULOS PERFEITOS

Dou por mim a tentar entender o que correu mal.... desfaço-me em lágrimas por cada foto que vejo, cada nota de música que se solta no ar que respiro e tudo aparenta tranformar-se em sofrimento.... Não me entendo .... e nestes momentos tudo o que nos rodeia reduz-se à ausência de significado do fútil, por mais que tente entender, colocando em jogo todas as hipóteses, conclusões e atitudes não me consigo entender e nem mesmo sei por que estou a escrever isto.... Penso na minha vida e em todo o significado que ela tem e a conclusão trás um rasto de desolação, consigo estar rodeado de pessoas que me sufocam e consigo ter tudo o que queria excepto a unica coisa que de facto foi mais valiosa que tudo isto
Alguém já cantou em nota de bossa nova, com um suster de lágrimas "se algumas vidas formam um círculo perfeito, outras assumem formas que nem sempre podemos prever ou entender."? Terá sido algum rocker que se tornou pianista emocionado e fervoroso, capaz de traduzir em notas de música simplesmente letras infinitas e conjugações eternas?

Quarta-feira, Novembro 22, 2006

ENSURDECER

De arcos estreitos e perfeitos, de pedras sobrepostas assim se faz a nossa história. Fica guardada na memória dos milénios, admirada por uns, maltratada por outros, e retratada por alguns no escuro, onde uma lâmpada paciente iluminava os mesmos cantos de sempre.
De que vale ensurdecermos pois para a memória o nosso coração fica mudo de sentimentos, pode por vezes ficar de palavras.
Castelo de Vide - Portalegre

Segunda-feira, Novembro 20, 2006

NÃO ME APONTES NADA

Não tenho nada para te dar, não tens nada que me apontar.
Tu partiste, ficou embutido no vazio. Não te tomes de armas, não estamos em guerra. Não me tomes de assalto porque o que tenho a ti pertence.
Não fiques aí, não fiques como o perigo que aguarda em cada esquina.
Não me encontres assim como algo metido numa parede.
Viver na cidade tem mesmo de ser assim?

ELEVA-ME

Faz-me subir alto, ver colinas e luzes suspensas pela paisagem, respirar fundo, leva-me alto. Eleva-me ao vôo dos pássaros e á altura de Deus. Eleva-me... eleva-me do fundo de onde as luzes parecem pequenos pontos verdes de esperança suspensa no ar. Eleva-me, delicia-me com o outro ar que se respira no cimo, e sacia-me com a paisagem que tens para me mostrar e que eu tenho para partilhar.
Pega-me nos braços, faz-me esvoaçar nesse teu elevar. Faz as minhas pernas tremer de entusiasmo e o coração bater de emoção. Eleva-me!


Lisboa - Baixa - Bienal Luzboa - Elevador de Santa Justa.

PICAR O CEU

E que o Leão conduza os nossos murmurios até ao céu que ele pica, lá do cimo do monumento na rotunda da Boavista...
Assim o desejamos...

Quinta-feira, Novembro 16, 2006

AS NOSSAS IMAGENS

As nossas fotos ficam assim, imoveis no tempo, amontoadas na montra da nossa memória. Encaixilhadas com o contexto de sempre, e com o preço elevado de por vezes as termos gravadas e expostas no coração.
Todas olhadas através de um vidro, não as podemos tocar, nao podemos falar com elas... apenas olhar, admirar e ter saudades dos dias em que o tempo parou e se tirou a foto.

DEGRAUS

Queremos subir,descer, ficar ali parados aos pulos num.
Encontramo-los nas mais diversas formas e cores.
Mas são degraus que nos surgem na vida... e novamente nos questionamos, subimos ou descemos?
Subimos com a força do nosso conhecimento ou neles descemos para buscar o nosso verdadeiro intelecto?

Quarta-feira, Novembro 15, 2006

E EU..ESTOU AQUI

E aqui continuo com os meus posts... a despejar quase no éter os pensamentos que não se podem partilhar com alguém que queremos.
Estou no meio da sociedade, estou em todo o lado, estamos no mundo, e desejamos encontrar-mo-nos, reencontrar-mo-nos. Será que isso vai acontecer?
A tinta que escorreu das nossas conversas e ficamos enleados no meio de tudo isto, as palavras que parecem não ter sentido e que no fundo são feitas é de sentimentos.
E que nesse dia o nosso reencontro seja como o nosso primeiro encontro.
Entretanto.... EU ESTOU AQUI.

TAKE THE LONG WAY

Certas travessias parecem longas, mesmo que estejamos de pés assentes nos carris... a outra margem parece não chegar e a água transborda-nos os nervos. Tudo poderia ser tão fácil, tudo poderia ser tão programado, mas temos de contar com a incerteza que nos deixa a pairar sobre o horizonte, e a desejarmos termos voos livres como o dos pássaros.

Terça-feira, Novembro 14, 2006

ESPAÇOS

Todos os espaços são coloridos, têm lugar para uma foto, um texto ou algo que a nossa imaginação consiga colocar.
Pequenos, médios ou grandes, tudo cabe neles, desde que os horizontes da nossa imaginação sejam largos.

Serralves - Nov06

Sábado, Novembro 11, 2006

GHOST BUT NOT BUSTER

Encontrei um andante de sapatos vermelhos num autocarro.
Invisivel, meio fantasma, incógnito e despreocupado, tal como todos os outros passageiros, de tal rotineira que a viagem provavelmente já se tornou.
São fantasmas que não atormentam ninguém e que ninguém caça... porque os nossos são bem mais dificeis de caçar e nos inquietam muito mais.

CORTE RADICAL

Barba ou cabelo?
Aprovado com distinção!
Há lojas assim na baixa, a transpirar a quietude do tempo que passou pelas paredes, sofás e productos que utilizam. Desde o restaurador olex, ao sabão para a barba de bisnaga.
Espaços em que o artesão puxa das credenciais e se exibe com maestria na arte do corte de cabelo, tal como se um chef de cozinha de tratasse.
E regressar a estes espaços, poder ainda ter o bónus de comprar um bilhete de lotaria (não, não se registam Euromilhões), engraxar os sapatos ou saber as últimas dos vizinhos da rua é a verdadeira descoberta da máquina do tempo. Poder ainda ouvir algumas notas soltas de um rádio cujas emissões perdidas no éter julgamos já nem existir dada a proliferação de Cds, Mp3, Ipods e quejandos.

Barbearia Garrett - Rua Ramalho Ortigão

Sexta-feira, Novembro 10, 2006

LE CHIEN d'ALMADA

Há ruas tradicionais que hoje se transformam. A rua do Almada, uma das mais activas em termos de comércio especializado está hoje a perder o característico tom duplo do dourado ou prateado dos metais e a ganhar casas com outras cores.
Mas o cão assiste a tudo, com o seu cachimbo, como se de um índio se tratasse, fumando o seu cachimbo da paz, elemento conciliador e vaporizador de tantas culturas que por ali se cruzam.
Os estudantes de arquitectura que se orientam para dar um novo respirar a esta artéria em modo de coma consciente, uma das primeiras ruas concebidas de um arrojo quase urbanista na cidade do Porto; as pessoas que buscam nas lojas novas a novidade do retro ou a novidade total e os comerciantes ilustradores da Rua do Almada, conhecedores de todo o tipo de parafusos, ferramentas, perfis, tamanhos ou materiais metálicos.
Mas o cão que fuma continua ali..sempre na moda, sempre cosmopolita e alternativo no menu que apresenta apesar deste não ser renovado há já uns tempos. E num espaço simpático, onde podemos ser contemplados com doses fartas de fotografias tiradas nas faldas do Marão ou nos labirintos de Paris por Pinheiro da Rocha, viajante e fotógrafo autodidacta. Um marco no tempo desta rua que se mantém indiferente a modas ou correntes, aliás é possível cuscar várias discussões quase que tertúlias que por ali passam enquanto se dá ao garfo o prazer de desmanchar tão cuidada apresentação dos pratos.
Mas o Chien tem outro carisma, e deve ser o de tantas outras crianças que por aquela rua passavam e ficavam a magicar… se este cão fuma, porque o do vizinho não?
Hoje a forma de magicar é a mesma, mas abrange alcateias de pessoas robot que se vão passando pela cidade sem notar que há paredes que contam histórias ou certos rebanhos que se debruçam sobre o simples crescer das ervas nos telhados.
Rua do Almada - Porto - Chien qui Fume / Cão que fuma

Quarta-feira, Novembro 08, 2006

POR AQUELE ARCO


Na solidez dos pilares ouve-se o flutuar das luzes. Ao longe, dispersas por curvas de rio, todas aquelas linhas luminosas que nos fazem pensar na electricidade que calcamos e geramos quando podemos comentar e deliciar alguém com sobremesas feitas de cenários assim.
reparar na luz mais pequena, naquela que brilha mais, naquela que se paga, na que pisca... são pequenos pormenores para um degusto de uma paisagem. Quem não se lembra de ser pequeno e estar na paragem de autocarro a jogar ás matrículas?
Joguemos jogos assim com luzes, cores, enquanto sentados em muros atravessados por trânsito robótico e sequenciado, caracteristico dos dias de hoje.

Segunda-feira, Novembro 06, 2006

ESSE TIMBRE PARDACENTO...


O nosso Porto está assim ... doente. Como cantou o Rui Veloso no passado fim de semana no Coliseu.

«Ver-te assim abandonado
nesse timbre pardacento
nesse teu jeito fechado
de quem mói um sentimento
E é sempre a primeira vezem cada regresso a casa
rever-te nessa altivezde milhafre ferido na asa"

Cidade altiva, invicta magoada e ferida do abandono em que a deixamos. Dos brilhos dos monumentos cuidados que nos preenchem a vista, e da amnésia em que deixamos caír a essência de ser portuense. Essa bela rotina de tomar um cimbalino, correr de requitó para o autocarro. Comer um prego, beber um fino... Regressemos á cidade, ela está ali para nos abraçar. Olhemos para ela. Vistamos a pele de Hugh Grant em Notting Hill com alguma Julia Roberts desejosa de ser estrangeira na sua propria cidade.... Vale a pena o desafio! Eu tentei... e adorei!

NOTICIAS

Já não há jornais instituídos no Porto. O velho Comercio do Porto é agora apenas um arquivo de memórias, e o Primeiro de Janeiro já não respira com a força do granito portuense.
De ambos há a recordação dos grandes edificios, fábricas de noticias, empregadoras de economistas, jornalistas, tipógrafos... verdadeiras cidades, a que se assistia ao buscar as fotos nas intermináveis estantes metálicas, ás folhas amareladas em que se redigiam no piano da máquina de escrever histórias dignas de policiais ex. Caso D.Branca), sem as modernices de escutas telefónicas ou computadores apreendidos. As salas dos fotógrafos, em que tudo passava por ali e se aguardava por haver ou nao foto daquele acontecimento.
Depois veio o telex, um dos maiores investimentos feitos em Portugal e cujas salas foram deixadas no vazio com meia duzia de fax.
Como eram fábricas de sons esses edificios, o apitar dos telexes, os mundos sem fins de fita, os reitais de máquinas de escrever... o tocar dos telefones, as cigarradas devoradas, e os jantares que tornavam contornos de tertúlia já num porto fora de horas.
Hoje... está tudo á distância de um clique, fotos, textos, informação... nao a procuramos, ela chega por vezes a procurar-nos.
E as instituições fecharam, os jornais estão prontos á hora de jantar... já não há jornalistas nos bares e nos restaurantes abertos ate fora de horas....
Mas mesmo assim... ainda há quem olhe para as noticias que se mostram pela rua, noticias mudas, em capas cheias de cor e caras em vez das habituais parangonas cantadas pelos ardinas que povoavam a cidade de sacos amarelos ao ombro. Como era bom o Porto dos anos 80.... o tão bom que pode vir a ser o Porto do ano 2000 se todos não nos alhearmos desta memória colectiva.

Domingo, Novembro 05, 2006

POEMAS NO AR

Por entre ruas e calçadas, janelas espelhadas de varandas cheira a poemas no ar. Poemas iluminados por olhares e sorrisos que dão cor aos cenários. São poemas que eternizam momentos e locais, poemas que aliviam dores, imagens que aconchegam as nossas vidas. Quantos de nós não desejamos ver poemas assim... a pairar no nada, como se fossem mensagens para nós. O mundo é assim, feito de pequenos sinais, e que muitas vezes parecemos não lhes dar atenção. Ilustrem as fotos com poemas e com pessoas... e os novos dias serão certamente os melhores.

Sexta-feira, Novembro 03, 2006

SUDOKU ANALOGICO


Ainda há cafés resistentes do porto de outros tempos. O café Ceuta (rua de Ceuta) proporciona uma viagem no tempo a quem desce as escadas para os bilhares. São pessoas que o tempo se movimenta através delas em jogadas de dominó ou bilhar. Palavras que se acendem naquela jogada mais ousada, frenetismos de quem já leu e releu o jornal, também já não há jornais da cidade como dantes havia... Mas hoje há o sudoku e a PSP, e muitos são os que ainda resistem a uma saudável bilharada ou suecada. Preservem estes espaços, elas são o pouco que resta de vida da nossa cidade.

A VARIAR

Publicidade, para todos, para nos encher os olhos, de coisas que já não se compram no quotidiano.
O pão de ló de adoçar a boca, o deleite dos olhos das crianças do bazaar dos três vinténs (hoje Outlet da Zara), a dureza do aço e a elasticidade das borrachas. As bicicletas que já não têm pedal para nós, a garagem que já todos temos em casa.
São pequenos olhares por um comércio que tende a desaparecer, e que mesmo assim, continuam vanguardistas na forma de anunciar. Olhem o Porto com estes olhos, nos simples batentes das portas, nos azulejos, nas caixas do correio, dos contornos dos vidros das janelas. E adocem a boca, não se sintam sem paladar a saborear este Porto que vai rareando infelizmente.

Quinta-feira, Novembro 02, 2006

OLHAR O TEMPO

Não é facil olhar o tempo passar. Ver como tudo continua movimentado e frenético á nossa frente, e nós seguimos a cadência dos dias como um semáforo.... uns dias no vermelho, outros no verde, e aqueles dias que parecem não ter fim e nos deixam a lutar entre o bem e o mal - do amarelo do semáforo.
As luzes acendem, apagam, os carros aceleram travam viram, mas nós continuamos como se numa montra: estáticos e a ver o tempo passar.

RAIOS DE LUZ

Cada raio de luz indica um caminho, um destino. São pontos unidos, que nos fazem pensar em ligações, coincidências ou estrelas que cruzam o nosso caminho. São visões simples que podemos ter durante os minutos que desesperamos no trânsito... nao há nada como a luz que nos ilumina.

CORRENTE


Arrastamos os pés com a cadência do ar que nos passa pelo corpo. Suportamos vigas de ferro e entrelaçamos pensamentos, pairamos sobre a água, e com a força de quem consegue mover correntes. São os ingredientes do nosso mundo.

Sexta-feira, Outubro 27, 2006

POR UM FIO


Por um fio se pesca, e num fio se leva a vida.
De um fio se agarra o mar e tantas cordas esticamos, tantas cordas partimos e com tantas cordas deixamos partir. E tudo isto se transforma num novelo, que parece não se desenrolar, como as ondas sem fim. Com que fio agarramos o sol e o podemos pescar para não nos afogarmos no lado lunar.

CORREDORES

Do início conseguimos ver o dificil que vai ser atravessar um corredor, a caminhada, o espaço que nos envolve num misto de ruína e decadência... mas ao fundo, a luz focada de volume de ar para respirar parece dar forças para a travessia. São pontes sem rio, corredores sem luz que nos empatam para o vazio, para duas paredes que por outras duas se parecem multiplicar. Mas há uma entrada, e uma saída. De qual estaremos mais perto? Para qual queremos caminhar?
É este mundo rotativo de questões e observações que nos dilata a matemática da incerteza que existe.

Quinta-feira, Outubro 26, 2006

O MAR EM FRENTE


A cidade beija a espuma do mar, ao fim da tarde, acendem-se as luzes, diminui-se no ritmo da música... O mar fala-nos de nós, a cidade faz-nos ver quem somos nós. A espuma das memórias vem ao de cima e fica dispersa nos grãos de areia. Há momentos de reencontrarmos, não a cidade e a forma como ela olha o mar, mas por vezes quem seremos nós.
Porto - Foz - Praia do Homem do Leme

Quarta-feira, Outubro 25, 2006

LUZ APAGADA

Todos temos na vida luzes assim, como a da janela que se apaga e parece fugir ao padrão. Mas se se apaga simplesmente uma luz, e não é unica, e tudo á nossa volta continua iluminado e com cor... só nos resta abrir a janela e respirar as luzes e a cor que se transpira noutros lados.

Lisboa / Chiado - Largo Camões - Bienal Luzboa

TIMELESS

Há imagens assim, intemporais, que quando ollhadas através do tempo parecemos já ter perdido a memória. Sorrisos tímidos, expressões cheias de cor. O tempo passa, a nossa vida desloca-se, mas a nossa expressão continua a mesma.

NOTAS DE CONVERSA

Há a vontade de falar sobre papel, sobre o que fazemos dele e com ele... O que vamos riscando, escrevendo, traçando ou simplesmente rabiscando. São os nossos pequenos diários, os nossos vagos apontamentos, as nossas pequenas ideias e que não queremos que passem ao esquecimento. E fazemos por vezes que em torno delas se desenrole uma conversa, surja um movimento, ou apareça mais um copo na mesa para alargar o diálogo.

A BANDA

Há espaços como este, onde podemos ouvir música sem haver letra para a acompanhar. A letra das músicas é feita das conversas, das histórias que vagueiam pelas mesas. Letras feitas com os nossos pensamentos.
São assim as noites de Jazz na Esmae (ás terças feiras), na antiga Escola Normal quase no fim da rua da Alegria. Um espaço onde tropeçamos com as mais variadas notas de música e esbarramos nelas nas mais diferentes tonalidades.

Esmae / Porto - Rua da Alegria/Rampa da Escola Normal

Terça-feira, Outubro 24, 2006

TRÂNSITO

Assim passam as horas, as pessoas e os carros. Ficam os espaços, as recordações e as luzes de certos intantes, ou certos momentos.
Sentidos que nos proibem a percepção, sentidos proibidos de voltar a percorrer.
Tudo se movimenta nada pára... só a memória fica imóvel com o correr dos dias.
Largo Camões, Lisboa, Chiado, Bienal Luzboa

OCEANOS


Temos vontade de cruzar mares, que o sol faça reflectir os nossos espiritos na água que passa. A vontade de conhecer, de partir e sempre saber que o melhor de tudo vai ser chegar.
Ter o mar e o céu apenas como confidentes de um percurso; dois espaços quase infinitos e sempre em mutação.
Já que não podemos mudar o céu e a terra, soltemos amarras!

ONDAS


Uma montanha russa de olhares que se dispersa na doçura do algodão das nuvens.
São montes que escalamos, montes que descemos, montes que subimos, tudo isto faz parte da nossa natureza!
Serra de Montejunto

Segunda-feira, Outubro 23, 2006

ÂNGULOS

São pontos de vista, ângulos do nosso olhar que permanecem de ferro imóvel nas mais acesas discussões, nos mais variados cenários. Muita água corre sobre eles, muita paisagem há em volta, mas pouco movimento lhes permitimos por vezes.
São ângulos de ver, ângulos de olhar, ângulos de apreciar.
São composições que fazemos, dramatizações do nosso pensamento... assim são as FOTOPALAVRAS!
Ponte do Pinhão / Pinhão - Douro

PENAS

Não há que ter pena da 'pena' a nós julgada.
Não há que vestir um casaco de 'penas' para dias cinzentos e de chuva, há que olhar o horizonte e não dar 'penas' aos outros.
Apenas viver esses dias com a leveza de uma pena e ter a vontade de nos sentirmos como uma pluma.
Porto - Cais da Alfândega / Massarelos

Sexta-feira, Outubro 20, 2006


Há caminhos assim, feitos de trânsitos de palavras, construídos com rios de emoções, e fontes de pensamentos. Ladeados por canteiros de sentimentos, merecem uma visita nem que seja para admirar o vôo dos pássaros.

São os caminhos do romântico, em que o Porto é fértil. Caminhos que muitos pensamos haver apenas em Hollywood ou noutras películas.

Que todos encontrem recantos e caminhos como este para percorrer, não apenas neste fim de semana. Admirem-no, deleitem-se e ouçam o que eles têm para vos dizer.

Quarta-feira, Outubro 18, 2006

FLORES PARA?


Flores para a boneca… muitas flores… mas se lhe der flores a boneca passa-se.
A boneca não é minha, já foi… vou encarar a montra não com o intuito de comprar flores, mas de arranjar uma boneca.
Se houvesse boneca...
E vou voltar a conseguir dedicar flores, o tempo não se passa...vai-se passando!

NOVIDADES



Há quem pergunte por novidades… e a quem não saibamos responder.
Pavoneiam como que defronte de leões ávidos, são pavões como outros pavões quaisquer, cheios de cor, ofuscantes, viciantes e indiferentes.

E os leões ali… falam como água que lhes escorre da boca, mas sem garra, as desgarradas e as vontades de cuspir discussões ficaram para trás. Palavras ditas e águas passadas que ficam esquecidas como gotas em lagos.

Os papéis confundem-se, baralham-se no trânsito e no tempo que por eles passa.
Ao recordar a música de Jorge Palma, vale mesmo a pena perguntar: Quem és tu de novo?


Porto, Praça dos Leões, Clérigos

DESCONHECIDO


E o soldado desconhecido ali permanece, a guardar a nossa memória e a de todos, dos males que a humanidade sofreu visivelmente e provavelmente a muitos nos faz pensar de males invisíveis que a nossa sociedade padece e perece prolongadamente.
O soldado desconhecido continua de sentinela á mesma praça onde o general sem medo (Humberto Delgado) em 1958 proferiu palavras que mobilizaram multidões. Ali da varanda de um café simbólico (Café Luso) hoje estacado por uma estrutura metálica e derrubado no esquecimento.

Na mesma praça com o nome de um rei Italiano (Carlos Alberto de Sabóia, rei de Piemonte e Sardenha) que encontrou no Porto o refúgio do exílio e chegou a propor que todos os portuenses fossem igualmente considerados cidadãos da Sardenha.

Tantos carismas que se concentram nesta praça, um altar de mobilizações de estudantes em tempo de praxe.

E voltamos a olhar para o soldado desconhecido, ali sem cara, que se entregou por nós… Ainda há quem se entregue por nós?

O conhecido e o desconhecido ali num mesmo local… em reflexão.
Porto, Praça Carlos Alberto

SEMENTEIRA DE LUZES



Em tempo de folhas caidas, há luzes que se erguem no horizonte como a lembrar a árvore de natal. Montes serpenteados por luzes, com casas a enfeitar e estrelas aprumadas que parecem ter o aconchego que falta em certos instantes.

LOIRAS e GNR's


Há piadas de loiras e de GNR's... e de GNR's com ares de loira?
Alguém sabe alguma? Que conte aqui!!

PERCURSOS

Ha caminhos feitos de ruas e ruelas, que correm como a água das fontes, escalam castelos, feitos de leitos de luzes e casarios que dá gosto percorrer.
Com quem?
Quanto mais não seja com a máquina fotográfica para fazer inveja!

Segunda-feira, Outubro 16, 2006

TRIO


Certas composições permitem conjugar trios de outros tempos.
O rei 'esperançoso' (D.Pedro V), a igreja onde muitos depositamos fé e o castelo dos sonhos lá no alto.
Castelo de Vide / Portalegre.

UNITED COLORS

Há fins de tarde admiráveis como o do passado sábado.
Ocasos do sol que permitem a união de cores como a da foto.
Ocasos que nunca são deixados ao acaso para quem queira degustar e não desgostar!
Portalegre

ESPAÇOS - Tam. S

Há cantos assim por este portugal fora, onde o tempo parece não passar ao longo dos anos.
Castelo de Vide / Portalegre

OUTRO RUMO

A chuva faz-nos passar dos carretos.
O trânsito, a falta de cor...tudo fica mais cinzento.
Soltar âncora e ver tudo de forma diferente.

Uma foto assim só nos faz pedir ao Homem do Leme que nos leve de volta para os dias de sol em que se consiga fotografar minimamente e atirar borda fora o guarda chuva.
Foz / Porto





Quarta-feira, Outubro 11, 2006

BROWNIE

Com caixas estranhas como esta se começou a captar a memória das imagens no papel. Fotos um tanto ou quanto 'descontroladas' ou até mesmo resultados de improviso.
Impressões a preto e branco, mas capazes de transmitir a cor dos momentos por ela olhados.


Esta é uma KODAK BROWNIE C SIX20, pertenceu ao meu avô que a levou em muitas viagens, entre elas uma ida aos Jogos Olímpicos de Helsinquia em 1952.
Foi a primeira máquina fotográfica fácil de usar, barata de adquirir e de manutenção simples, assim ditou o dono da KODAK no caderno de encargos aquando da concepção da máquina. O modelo teve várias evoluções, desde a primitiva concebida em 1900 (feita a partir de uma caixa de cartãoe vendida ao preço de 1dólar) até 1980 em que a marca KODAK associou sempre BROWNIE aos seus modelos mais populares.
O exemplar em questão estima-se ter sido produzido em 1946, ainda funciona contendo igualmente o seu estojo pele original.



SPIRIT OF ECSTASY



Este é o espírito do êxtase. Sentir o vento pelo corpo, deixar correr a velocidade pelo rosto.



Para muitos, não passa do símbolo que os Rolls Royce usam desde 6 de Fevereiro de 1911. Foi concebido por Charles Sykes provavelmente inspirado em Eleanor Thornton. Inicialmente designado Espirito da velocidade (Speed Spirit), acabou por ser denominado Spirit of Ecstasy dada a imagem de Eleanor transmitir a sua satisfação suprema.
Até 1914 os símbolos foram banhados a prata, mas daí em diante passaram apenas a receber uma cobertura de níquel.

DIAS DE CONTRASTE


Os dias passam, uns atrás dos outros mas ... como que por magia horas depois se transformam em dias únicos.
À serenidade do local juntou-se a paz do branco e o calor da neve.


Foto tirada no final de Fevereiro de 2006, na Serra da Cabreira na nascente do Rio Ave, nas imediações de Vieira do Minho (Braga).

Terça-feira, Outubro 10, 2006

HORA DE DORMIR

Há noites em que adormecemos nos nossos igloos no meio de tantos outros. Confessamos o dia á almofada, abraçamos os lençóis e cruzamos os pensamentos no branco das paredes, como passatempos, como enigmas que queremos decifrar.
Quando o sono chega, tudo vai em excursão para os nossos sonhos.
Que um acordar traga de pequeno almoço a serenidade de um qualquer sonho, servido na simplicidade certa do mundo que todos os dias nos acolhe e recolhe, mas que complexamente nos faz por vezes naufragar incertamente.

Uma boa noite... e acima de tudo, um bom dia!

DUETO


O rapaz mistério e a diva enigmática poderiam bem ter-se conhecido e concretizado um dueto de sucesso.
Há vidros como o da montra que transparecem tudo, até o mais pequeno pormenor, mas não deixam tornar bilaterais as emoções...é esta a razão do destino? Ou simplesmente o sentido que ele toma?
Cruzamentos que acontecem em milésimas de segundo, hipoteses estudadas que não acontecem... se a terra gira num sentido, porque não nos é dada a equação da rotação de tudo nas nossas vidas?
E como alguém diria...
acreditar é monótono, mas duvidar será sempre
apaixonante.

A PRAIA


Há finais de tarde assim na praia.... dourados por sorrisos e em que conseguimos apenas pensar no brilho do sol. Mas há mais do que isso...o brilho do sorriso das pessoas a quem muitas vezes não associamos cor.

Mas no final mágico desse dia de praia descobrimos que algém tem o complemento da paleta de cores do por do sol, e é capaz de nos fazer escrever telepaticamente mensagens que enviamos para a lua, na certeza de que ela entregará os nossos postais e na dúvida de que serão afixados na alma de alguém.

UM BRINDE


Há dias em que a luz da lua nos faz aparecer novas estrelas para brindar, um pierce Brosnam estático ou uma 'nova' estrela para as imagens deste blog.
Afinal de contas, de que vale um bom cenário sem alguém que dê a cara para o partilhar?
PS: A personagem 'XPTO' trata-se de uma pessoa sem qualquer aparente ligação ao blog.

NEW STORY


Uma nova personagem está prestes a surgir... da fama para o anonimato deste blog.

Fica uma 'previsão' num tom ARTístico de uma pessoa muito POP.
Aguardam-se posts de novos bloggers adidos mais para o lado das palavras do que das fotos.

Segunda-feira, Outubro 09, 2006

Smile and Wave

Nao há nada como sorrir e ver as pessoas passar, é com insólitos intântaneos como este como vemos que tudo á nossa volta pode ser diferente. Que todos somos diferentes até na maneira de saír á noite.
O que terá pensado a caompanheira do macaco de peluche quando o levou a saír á noite para o bairro alto? Estaria a dizer mal e a invejar quem passa? Quem sabe ...

A espera


Nos locais remotos onde esperamos há sempre algo para nos entreter no tempo que passa e não passa...
Seja um cartaz, uma inscrição na parede, os carros que passam e não passam, ou um simples ecrã onde gostamos de dar a ver os nossos pensamentos.

Foto tirada nos arredores de Castanheira de Pêra.

Domingo, Outubro 08, 2006

Os livros, as letras e a inspiração


Há lugares admiráveis por este Porto fora como esta livraria, que vale a pena contemplar não apenas de fachada, como grandes obras que muita gem tem nas estantes, mas 'ler todo o seu interior, pejado de pérloas e preciosidades literárias e de uma arquitectura fascinante. Todo o redor da livraria foi pensado na paixão de ler, como se estivessemos numa casa de outros tempos.
Lugares que dão vontade de escrever sobre eles, que nos inspiram a escrever sobre eles e que ainda mais vontade nos dão de ler acerca deles. Foi assim que a encontrei á noite, com vontade de conversar com os livros que lá estavam guardados na montra... e que um destes dias me irão fazer regressar no horário de expediente para me inspirar para novos posts do blog.
Livraria Lello & Irmão na rua das Carmelitas mesmo a chegar aos Leões. (Porto)
Pode ler-se mais sobre esta livraria neste artigo publicado num blog vizinho: http://cidadesurpreendente.blogspot.com/2005/12/lello-irmo-uma-livraria-deslumbrante.html


Sexta-feira, Outubro 06, 2006

CONVERSA DE CAFÉ


Pelo norte fala-se em 'tomar café', pelos ares do sul diz-se 'beber café'.

Houve até quem sugerisse, não sei se verdadeiramente, mas o acrónimo funciona: BICA (Beba Isto Com Açúcar).
Mais importante que o café, ou descafeinado, com açucar, adoçante ou gelo, é ter sempre uma cadeira vaga para alguns minutos de conversa. É este o fenómeno sociológico do 'tomar café'.

O CORREDOR

Pela noite há corredores assim a percorrer. Escadas para subir, elevadores para descer, luzes tremulas que nos indicam caminhos de cor.
Muros de casas erguidos para nos verem passar.

BIBO PORTO

Há dias assim, os dias á porto. esta cidade que nos prende e nos amarra.
Manhãs que acordam submersas e sem cor... haja rumo para o Homem do Leme.
Sem cor mas com a dor granitica da saudade dos dias de sol.

Quarta-feira, Outubro 04, 2006

CAMINHOS

Há caminhos que percorremos, nem sempre sabemos onde pisamos. Como as primeiras pisadas do homem na lua, sugiro redescobrirmos duas formas: a calçada portuguesa que aparenta vir a ser extinta por arquitectos ditos de renome, e o caminho de ferro 'abatido' por governos descarrilados.
Mais uma proposta para 'grandes viagens', redescobrir a Linha do Douro, do Tua (Tua- Mirandela) , do Corgo (Régua - Vila Real) e o ramal de Évora (Évora-Casa Branca). Apressem-se, apesar dos bilhetes serem muitos, a vontade de manutenção das linhas parece prestes a render-se.

PORTUGAL ESQUECIDO

Há terras com nomes assim num portugal esquecido de muitos e lembrado apenas de recordações de infância. Há quanto tempo não descobres o nome de uma rua? De uma aldeia com um nome caricato? Há quanto tempo não percorres a antiga Nacional 1? Ou para os mais aventureiros um percurso pela nossa Road66, a Nacional 2, que atravessa o país de Chaves a Faro, sempre pelo interior. Ainda há quem diga que para uma aventura é preciso ir para um país remoto? Nós tê-mo-lo cá, no nosso país.


PENEDO, A SAUDADE E O FAROL

Fica no cimo de um penedo, numa das mais belas estradas de Portugal.
Ilumina na noite os barcos perdidos de saudade, ou as árvores vindas de um dos pinhais mais carismáticos de Portugal, o pinhal de Leiria.

Fica 800m a Norte de São Pedro de Moel, a torre tem de altura 32m e foi erguido em 1912 no cimo de um penedo (Penedo da Saudade) com 55m. Iluminando até 30milhas (48km).

Terça-feira, Outubro 03, 2006

A vida é assim...


A vida pode ser bela como a imagem, mas é feita de subidas e descidas numa rua que queremos de restauração, que os choques sejam apenas eléctricos e apenas para nos ajudar a subir na vida.

Electrico a subir a Rua da Restauração no Porto

O ARCO SOBRE O ELECTRICO DA MARGINAL

São socalcos decantados a um rio que nos evoca para o romantismo das paisagens com cunho de obra prima trabalhada pela humanidade, o arco surgido da íris do engº Edgar Cardoso como cenário, o rio que doura as fotografias e a marginal que desejamos sempre percorrer electrizados que nos hão de levar a uma foz de paixão.

PORTO DE HONRA


Para relembrar as honras que o Porto fez quando se tirou esta fotografia.

PARES e METADES


Há pares de luvas e de pessoas, numa montra com apenas meio palmo de espaço.
Dois dedos de conversa e lá continuaram pelo Chiado...

A torre, o voo e a ponte


Há dias em que do nosso castelo tudo passa ao lado como um rio, subimos mais altos na torre e queremos levantar voo. O voo dos sonhos...


...E erguemos pontes suspensas sobre o rio do tempo que passa, como se do outro lado estivesse alguém de braços abertos para nos receber.


Borboleta & Flor


Um abraço mais que natural, uma relação perfeita, é isto que todos nós humanos desejamos receber a cada momento que passa... e mais do que a lição que as borboletas nos dão, um eterno beija-flor.

Segunda-feira, Outubro 02, 2006

UMA PORTA E UM BALCÃO

Fica num canto escondido de lisboa, numa das costas do castelo, com uma mini esplanada de inspiração sul italiana e de miragem puramente alfacinha. Com varandas lisboetas debruçadas sobre ele o Costa do Castelo é um bom local a qualquer hora do dia, no Costa do Castelo o tempo parou ali, para a sua alma gémea ser de inspiração mais futurista segundo uma linha minimal onde nos podemos sentar á mesa.

O SOL ADORMECE ASSIM


O sol adormece assim na praia de Carcavelos, e leva-nos de arrastão para águas passadas, que nos afogam de paradas que estão.

ROCK STAR,Tamanho S

Haveria luz sobre ele sem guitarra na mão?
Para os mais cépticos, esta é a prova de que a guitarra era eléctrica!

A CAIXA

São assim as caixas de supermercado ás 6 da manhã, a hora de sorrisos mais frescos.

QUARTOS COM VISTAS

Há quartos com vista para telhados com telhas de mar, e em sonhos fazem pontes para a outra margem...
..outros com vista para arvores e de barco também lhes podemos acertar nos vidros...

Uns contemplam o palácio dos reis e das princesas lá em cima...
Outros cortaram o mar ás fatias e vêm diáriamente os vizinhos.

A COR


Há dias em que somos cobertos por arcos de cor, e estamos ilustrados pelo verde da esperança num céu de nuvens cinzentas.


Outros dias procuramos onde haverá cor, e tentamos buscar um tesouro que provavelmente não existe no final dessa autoestrada de luz.

DUETOS

Ela questionava a sobriedade dele, ao que prontamente ele respondeu com um acrobático 4.

Uma diva em apuros após a saída da limo?

Ou estaria ciumenta com as palmas da parte masculina do dueto?

Sun, clouds and city


O adormecer do sol, as nuvens e o acender as luzes de casa significando o regresso.
E o mar estava ali tão perto...e uma onda não te trouxe para encher de luz cada nuvem do céu.

We can be more than lonely people

Todos nós podemos ser mais do que simples pessoas só, isoladas nos nossos cúbiculos iluminados. Rodeados de gente que ilumina a sua janela noite após noite.

Domingo, Outubro 01, 2006

WHERE DO WE GO?


Aonde nos leva a A5 (Lisboa - Cascais) às 2.30 da MANHÃ?
Qual o nosso destino?
O tempo que leva a atingir?
A quanto tempo estão as nossas vidas voltarem a encontrar-se num ponto?

O asfalto interroga-nos, o caminho tira-nos o sono, o tempo desgasta-nos.
Até as luzes no caminho nos remetem para as questões.

PS: Um obrigado á Joana Sotelino pela condução cuidadosa dado o meu estado de convalescência capilar.